O relatório do World Economic Forum projetou os empregos que mais vão crescer até 2030 e a lista é dominada por cargos de TI.
A última edição do Future of Jobs Report ouviu mais de 1.000 empregadores, representando 14 milhões de trabalhadores em 55 países. O resultado surpreende pouco quem já acompanha o setor: as profissões que mais crescem no mundo, em termos percentuais, são de tecnologia.
Big Data Specialists, FinTech Engineers, especialistas em IA e Machine Learning e desenvolvedores de software lideram a lista. Logo atrás vêm cargos de segurança da informação e cibersegurança, impulsionados tanto pelo avanço da IA quanto pela fragmentação geopolítica que aumenta a demanda por proteção de dados.
O outro lado do crescimento
O relatório também traz outros números muito interessantes:
- 39% dos conhecimentos e habilidades que um profissional usa hoje devem ficar defasados até 2030.
- Se o mercado de trabalho global fosse formado por 100 pessoas, 59 precisariam de algum tipo de requalificação até 2030. Dessas 59 pessoas, 29 poderiam ser capacitadas na própria função, 19 seriam realocadas internamente após capacitação e 11 dificilmente receberiam o treinamento necessário a tempo, ficando com o emprego em risco.
Não é uma substituição de pessoas por máquinas, mas uma transformação do que se espera de cada função, na velocidade em que a tecnologia muda.
Diante desse cenário, quem lidera operações de tecnologia precisa começar a traçar estratégias: se a sua equipe vai precisar aprender novas ferramentas, novos processos e novos fluxos de trabalho no mesmo período em que o volume de demanda por esses profissionais cresce, a estrutura que sustenta essa equipe está pronta para absorver essa curva de aprendizado sem travar a operação?
Crescer em pessoas não resolve o problema de crescer em estrutura
É tentador tratar esse cenário como um problema de contratação: preciso de mais especialistas em IA, mais analistas de segurança, mais desenvolvedores. Mas o próprio relatório aponta que skills gaps são consideradas pelos empregadores a maior barreira para a transformação de negócio, quando 63% dos entrevistados colocam isso no topo da lista, à frente até de restrições orçamentárias.
Contratar gente nova ou requalificar quem já está no time só funciona se existir uma base capaz de sustentar essa curva de aprendizado: documentação acessível, processos registrados em algum lugar que não seja a memória de quem já está ali há anos, e uma operação de suporte interno que consiga escalar junto com a complexidade crescente.
Times de TI que vivem apagando incêndio, sem uma base de conhecimento estruturada e sem visibilidade sobre onde o retrabalho está acontecendo, tendem a sentir esse gargalo primeiro.
O Fórum Econômico Mundial está falando sobre o mundo todo, mas o recorte vale para qualquer empresa brasileira que sinta a pressão por crescer em capacidade técnica: sua operação de TI está desenhada para o volume e a complexidade que você tem hoje, ou para o que você tinha há dois anos?
Na Focus Technology, ajudamos empresas a estruturar a operação de suporte e conhecimento interno para crescer sem perder controle: com processos documentados, visibilidade sobre a operação e um ambiente único onde equipes técnicas encontram respostas em vez de reconstruí-las a cada novo chamado.
Por: Carolina Sessa



